domingo, 25 de julho de 2010

É assim que sempre acaba os sonhos bons


Hoje o dia foi longo e tenso, tantas coisas para resolver que mal me sobraram cinco minutos para lanchar.
Chegar em casa e tomar um banho quente era tudo o que se passava em minha mente, antes de eu adormecer ali mesmo na estação de ônibus.
Quando fechei os olhos sonhei com a porta de entrada da minha casa, joguei minhas coisas no sofá e fui direto para o banheiro, preparei um banho de sais bem gostoso e fiquei lá por mais de trinta minutos.
Depois de um banho relaxante tudo que eu precisava era de um copo de chocolate quente acompanhado de rosquinhas, e depois uma bela noite de sono para repor as energias.
Na cozinha não passei nem dez minutos, a necessidade de dormir era bem maior que a de me alimentar.
Em um estante eu já estava em frente a porta do meu quarto, deitei na minha cama macia e quente, quando sentir tudo rodar, vozes me chamavam moça acorda, Rebeca querida, e alguns xingamentos também eram pronunciados enquanto me sentia caindo em um abismo.
De repente me vi no universo, havia uma caixa enorme com alguns dizeres do tipo que te tentam a abrir aquele pacote, mais que sempre acontece algo quando você o abre.
Eu sempre curiosa não dei muita atenção a alerta e o abrir, era tudo tão lindo dentro da caixa, era como se eu estivesse cercada de estrelas, tentei olhar mais fundo e acabei caindo, tudo começou a desmoronar, a cabeça começou a doer, as estrelas brilhavam mais forte ao mesmo tempo em que sumiam, foi quando abrir o olho ao ouvir uma voz familiar, era minha irmã que estava na estação de ônibus tentando me acordar.
É assim que sempre acaba os sonhos bons, primeiro vêm aquelas estrelas lindas, depois você nem sem lembra mais o que era aquele sonho, porque a dor de cabeça é tão grande que não deixa as lembranças fluírem livremente.


sexta-feira, 16 de julho de 2010

E agora...



E agora o que vou fazer
Se o ódio se transformou em amor.
E agora que você já não me ver mais como a garota má
Como eu farei para me afastar.
E agora que tudo o que eu quero é está ao teu lado
Mais o medo e a timidez me fazem tentar te esquecer.
E agora o que eu vou fazer sem você?
Se você me ama e eu te amo mais ambos sentem medo?


sábado, 10 de julho de 2010

A viagem dos sonhos


Depois do grande impacto, nós sabíamos que o navio não conseguiria ficar por muito tempo flutuando, que logo ele ia afundar, fomos para o topo do navio, onde estaríamos seguros por mais tempo.
Não sabíamos por quanto tempo ficaríamos vivos, então começamos a conversa que sempre terminava antes mesmo do inicio, talvez por pura timidez, ou por querer acreditar que nossa relação era somente amizade.
Falamos juntos, talvez uma fração de segundos de diferença, mais naquele momento não importava quem se declararia primeiro, nada importava, só o amor que sentíamos um pelo outro.
_ Eu te amo, Kate.
_ Eu sempre te amei Nick.
Trocamos palavras, abraços e carinhos, tudo entre batidas de dentes, o frio já começava a aumentar, estávamos quase afundando, faltava muito pouco.
Ele segurou a minha mão bem forte, e eu as apertei ainda mais contra as dele, tocamos os nossos lábios pela primeira vez, apesar de todo o frio os lábios dele estavam quentes, e passavam delicadamente entre os meus que estavam mornos, apesar da morte está mais próxima que a salvação, esse foi o melhor beijo da minha vida.
Comecei a chorar por ver como o destino era injusto e cruel, como você podia ter e não ter seu grande amor, como tudo era mais complicado do que deveria ser.
_Eu odeio te ver chorar, portanto, acabe com suas lagrimas e escute._ ele me disse, enquanto secava as minhas lágrimas.
_ Estou me sentindo como no Titanic.
_ Eu também, vamos morrer e nosso amor vai ficar nas lembranças dessas águas frias._ eu o interrompi para dizer o que estava na minha cabeça desde que afundamos.
_ Calma preste atenção, eu te prometo que vamos sobreviver, não será como no Titanic, nós dois voltaremos para esse mesmo lugar um dia e vamos nós lembrar que foi no meio de uma tragédia, entre a vida e a morte, que nós declaramos, e saber que o nosso amor era correspondido por ambas às partes, é que nós fez sobreviver._ ele disse tentando me acalmar, a cada palavra ele secava um pouco mais as minhas lágrimas, e eu ia ouvindo o delicado som da sua voz, que tinha o poder de me tranquilizar.
No fim ele tinha razão, sobrevivemos e cinco anos depois, mesmo sem tanta coragem voltamos para o mesmo lugar. Estamos sentados próximo de onde nós declaramos no antigo navio que afundou, esse era idêntico aquele de cinco anos atrás, mais ao contrário ele não estava afundando, a luz do luar refletia sobre nós, e nossa viagem está acabando como havíamos planejado.
A viagem dos sonhos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Tirando o que não serve do armário



Eu decidi tarde demais que esse é um passado que deve ser esquecido.
Já não tenho mais motivos para ficar sofrendo por coisas que estão no fundo do armário.
O dia de fazer uma arrumação geral nessa bagunça de sentimentos tem que ser hoje e agora.
Se a confiança que eu depositei em você não valeu de nada, não foi culpa minha.
Tenho certeza que fiz tudo certo, que a errada foi você por jogar uma amizade tão bonita fora desse jeito, como se fosse só mais uma peça de roupa para doação.
Sabe quem perdeu foi você, pois agora achei alguém que gosta de mim, e que quer ser minha melhor amiga para sempre, que não tem nenhuma intenção de me magoar.
Você não teve a coragem de confessar que só fingiu ser o que não era; que nunca foi minha amiga de verdade.
Que tudo o que sentia em relação a mim era inveja, e que seu propósito maior não era construir uma amizade e sim me destruir, tomar tudo o que era meu de direito.
A felicidade você pode ter conseguido tirar, mais foi por pouco tempo.
Ontem a felicidade bateu a minha porta, com uma pitada de amizade e muito amor, coisas que eu pensei que você tinha conseguido tirar de mim.
Tudo o que já não serve mais, se tira do armário, e deixa a disposição de quem o queira, se tem alguém que quer sua companhia, tudo o que eu desejo é sorte, porque um dia essa pessoa irá perceber que você não é de muitos sentimentos, nem de muita confiança.
Que você é só mais uma peça que foi tirada de um armário no dia de uma arrumação total, porque não serve mais.