quinta-feira, 2 de junho de 2011

A história de Caroline


A história de Caroline começa bem antes da sua tentativa de suicídio, começou a seis anos atrás quando ela estava na terceira série.


Caroline era uma criança adorável, andava um pouco devagar por ser gordinha, sempre foi tímida e dificilmente conseguia fazer amizades, até esse ponto sua vida não era tão ruim.

Mais foi em um dia lindo de sol que chegou uma nova aluna em sua turma, a garota era alta e extremamente branca, seus cabelos ruivos brilhavam ao sol, seus olhos pareciam pedras preciosas, um anjo de pessoa por fora mais muito perversa por dentro.

A garota se chamava Joana, se comunicava bem com todos, em menos de uma semana ela já tinha feito amizade até com os alunos da quarta série.

Todos a elogiavam, dizia o quanto ela era popular, exceto Caroline que não chegava perto por ser tímida.

Joana ao perceber que Caroline não a elogiava começou a fazer piadas para magoar e ofender a colega de classe, ela precisava se sentir superior a todos, e para ela Caroline estava atrapalhando tudo isso.

O ano se passou depressa para todos, exceto para a pequena Caroline, que tentava contar a seus pais o que acontecia na escola mais não conseguia.

Sempre que os pais chegavam ela dizia a si mesma que iria ficar calma e contar, ela tentava, mas não conseguia esconder seu nervosismo, o que fazia com que os pais pensassem que ela aprontou na escola ou tirou notas baixas.

E foi assim todos os dias durante dois anos, ela ouvia os xingamentos na escola, tentava contar aos pais, mais eles que eram muito severos a deixavam ainda mais nervosa e ofendida.

Um belo dia quando ela já não aguentava mais, pediu para os pais que contratassem um professor para lhe dar aulas particulares.

E o resto da história de Caroline vocês já sabem, uma história que por pouco não teve um fim trágico.

P.S. Essa é uma história fictícia, é a continuação do post anterior "Caroline", na verdade conta a história de Caroline antes da tentativa de suicídio. Queria abordar sobre o bullyng, apesar dessa história ser fictícia, existe sim casos semelhantes e temos que lutar contra isso.

domingo, 22 de maio de 2011

Caroline


Caroline era uma adolescente de quinze anos, tinha olhos castanhos claros, cabelo claro na altura dos ombros, um rosto angelical e alguns quilos a mais.


Ao contrário das garotas de sua idade, ela não ia a escola, não curtia festas, nem idas ao shopping, o espelho era seu pior inimigo, e maquiagens não te agradavam em nada.

Ela Ficava trancada no apartamento durante o dia inteiro, tinha aulas particulares e no tempo livre praticava piano e balé, além de postar diariamente no seu blog “Desesperos de uma adolescente em crise".

Seus pais eram empresários bem sucedidos, eles se conheceram em uma micro-empresa de exportações, e hoje tinham sua própria empresa, que era sua paixão, pouco dava atenção à filha, desde que ela fizesse todas as suas tarefas já ficava orgulhosos.

Um dia Caroline cansada daquela vida monótona, decidiu se suicidar, antes de planejar seu suicídio ela cumpriu todas as suas tarefas, postou no seu blog um texto que mais parecia uma carta de despedida, fez um relatório com tudo que havia feito durante o dia para que os pais examinassem quando chegassem a casa.

Ela se olhou no espelho pela segunda vez desde que se lembrava, e então cortou os pulsos, os pais ao chegarem a casa leram orgulhosos, o relatório da filha, quando viram no rodapé algo sobre suicídio correram para o quarto da filha.

E lá estava Caroline estirada no chão, lágrimas e sangue formavam um circulo sobre ela, por sorte ainda dava tempo de salvá-la, depois de passar um tempo internada, ela começou sessões com o psicólogo, e agora seus pais te dão mais atenção.

P.S Essa história é fictícia, fui escrevendo e surgiu a história. Mais existem sim garotas que não se sentem bem consigo mesma, que se isolam, e pais que não percebem por estarem ocupados demais.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Querido Sentimento


Querido sentimento,
"Tenho 22 anos e estou amedrontado."
Me chamo Bruno e estou passando por problemas que não consigo desvendar, como se fosse mistérios em uma floresta escura, eu entro cada vez mais nela tentando descobrir o motivo da escuridão, mais tudo o que encontro é lugares ainda mais escuros.

Posso parecer obscuro com essa descrição nada alegre, mais costumava ter certeza do que se passava comigo, mais nas últimas duas semanas tenho me sentido estranho.

Sabe quando você está feliz, mais senti algo diferente por dentro?

Como se tivesse faltando algo e a tristeza tomasse conta?

É exatamente assim que me sinto, estou feliz mais não completamente, meu sorriso não é cem por cento falso mais também não é verdadeiro, por detrás dele se esconde uma lágrima.

Que sensação é essa? Que nome dá a esse sentimento?

Sinto como se essa fosse a história da minha vida, como se tudo parasse aqui, deixando minhas perguntas sem ser respondidas.

P.S Não sei se conseguir alcançar a proposta do bloinquês para essa edição tentei escrever várias vezes, mais estou me sentindo exatamente assim, acho que falou mais alto por mais que eu tentasse fazer algo diferente. Mas espero que gostem.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Eu tentei falar, mas elas estavam muito ocupadas



Crédito da foto: Site sinos foto clube
Era um dia de chuva, diferente dos dias anteriores, apesar disso tudo parecia normal.

Exceto por um garoto que esperava no ponto de ônibus, o semblante dele era misterioso e sombrio, eu sentia que tinha algo de errado nele, seus olhos iam de um lado para o outro em ritmos estranhos, como se estivesse à espera de algo.

Os minutos foram se passando e tudo continuava igual, pessoas que subiam e desciam dos ônibus, crianças chorando e pais correndo para levá-las a escola, mais o garoto continuava lá, agindo de maneira estranha.

Foi guando de repente ele pegou algo na mochila, uma espécie de controle remoto, um botão vermelho brilhava como um rubi, chamando a minha atenção, aquele rapaz era um terrorista, e ninguém além de mim havia percebido, Eu tentei falar, mas as pessoas me impediram, elas estavam muito ocupadas com sua rotina diárias, para perceber a aflição que tinha naquele garoto, e novamente apressadas demais para me dá licença, tentei desesperadamente passar pela multidão, vendo que o meu esforço era em vão, gritei para que as pessoas do outro lado da rua ouvissem: “Corram da morte, fujam e larguem tudo que não importa tanto quanto a sua vida”, mais infelizmente ninguém me ouviu.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Esperar nem sempre adianta

Naquele dia nada estava saindo como o planejado, tudo apontava para um lado, quando tinha que está direcionado para o outro.

O sol estava com o brilho costumeiro de sempre, mais era como se meus olhos estivessem vendados, na verdade eu não queria ver que era você o amor da minha vida e que sempre esteve ali me esperando.

Mais esperar nem sempre adianta, você não tomou atitudes, não correu atrás do que queria, e agora estou aqui deixando meus sonhos de lado; envolvida em um véu que fecha a minha visão, me sinto como em um trilho de trem com várias passagens, mais não sei ao certo qual caminho escolhi, só sei que irei me casar com outro alguém e não com você.

P.S. Essa é minha primeira participação na edição roteiro, então podem até criticar mais sem ofender.
E se tiver bom também aceito elogios.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O filme da minha vida

A história da minha vida poderia ser resumida, como um filme.

Começo:

Nasci aprendi a me virar com o tempo comecei a levantar, com muito esforço dei meus primeiros passos, ouvi e prestei atenção a tudo em minha volta e então falei minhas primeiras palavras.

Cresci e tive que aprender mais, o que eu sabia não era suficiente para minha mente de criança, cheia de perguntas a ser respondida, fui à escola e conheci outras como eu com sede de estudar, com muitas dúvidas para ser tirada.

Meio:

Aprendi bastante coisa, minha coordenação motora estava ótima, já sabia ler e ainda sentia que precisava de mais conquistas e então cresci novamente e vi que não foi o suficiente tudo o que havia se passado, lutei para ser a melhor em tudo que fazia (natação, canto e poesia), me superava a cada dia, mais era inevitável crescer.

E então lá estava eu no último ano do ensino médio, tentando escolher que profissão seguir; mais um problema me impediu me esqueci de aprender a escolher o que eu queria; um só não era suficiente.

E Fim:

Agora paro pra pensar em mim daqui alguns anos, tudo o que fiz desde que nasci vai passar como um filme, e no fim nem todos irão ler os créditos finais.

Mais ainda assim fico na esperança de ser reconhecida, de agradar se não a todos a alguns com o filme da minha vida.


terça-feira, 22 de março de 2011

A beira da destruição


Nas ruas vazias e escuras esperava uma resposta, mais não sabia ao certo qual foi a pergunta, estava tão sonolenta, tão perdida, as lágrimas se confundiam com risos, o arrependimento e a satisfação, tinha tudo e um pouco mais transbordando do rio que a minha mente era naquele momento.
Continuei andando sem rumo por aquelas ruas desconhecidas, até que me sentir cansada o suficiente para me sentar ali mesmo perto da estrada, onde carros passavam depressa sem sequer me notar.
Ser notada era tudo o que queria, depois de perder um amor e uma amizade na mesma semana, no mesmo instante, meu coração ainda era frágil como o de uma menina, não conseguir suportar ver a minha melhor amiga traindo minha confiança, e o pior o amor da minha vida fazendo parte disso.
Decidir deixar de ser a garota tola, sem perceber que essa decisão tiraria toda a minha razão, me afundaria na solidão, e não ajudaria em nada a curar meu coração.
Estou sentada na beira da estrada, mal consigo ficar de pé, estou com mais bebida alcoólica do que meu sistema pode aguentar e com um cigarro na mão, tudo o que é necessário para levar a menina embora, agora ela está a beira da destruição, e de nada adiantou, porque seu coração agora sim está destruído, e tudo o que essa garota quer é voltar a ser aquela tola que tinha muitos amigos, as melhores notas da escola, os melhores pais do mundo, lágrimas e sorrisos que ela sabia de onde vinha.
Agora sei qual é a minha dúvida, como sair desse mar de alucinações e voltar para a realidade? Como encontrar o meu verdadeiro eu?


sábado, 12 de março de 2011

A consequência que veio para o bem



Ele era um típico garoto popular da escola, cursava o terceiro ano do ensino médio, era o melhor jogador do time de futebol, e sempre conseguia sair com todas as garotas que quisesse.

O estudo não era sua prioridade apesar de ter notas razoáveis, contava é claro com a ajuda de algum “nerd”, mais tinha sua participação em algumas notas, a aula de artes e de educação física ao menos tomava uma parte do seu tempo quando não estava dedicado a organizar festas para o fim de semana.

Festa, fim de semana, foi assim que tudo começou, para ser mais precisa no dia 18 de Abril ele conhece a garota que mudaria sua vida, diferente de todas as outras, um jeito único e especial; Estaria ele apaixonado por tal garota?

Difícil de responder, afinal uma noite não dá para definir se é ou não amor, principalmente guando a garota sai da sua casa no meio da noite sem dizer adeus, sem sequer deixar uma pista de onde estaria.

Sem entender muito o que havia acontecido, ele seguiu sua vida, de um jeito um pouco diferente do que era antes daquela noite.

As festas continuaram mais com convidados diferentes, a turma do colégio fora trocada pela turma do bar, a aula de artes por imensas tatuagens nos braços e nas costas, a aula de educação física trocada por longas corridas tentando fugir de algumas perseguições.

Meses depois a campainha da sua casa toca, ele levanta cambaleando do sofá e abre a porta, a tal garota que o deixará louco e perdido meses atrás aparece com uma criança nos braços para entregar-lhe o fruto daquela noite, “seu filho”.

Novamente ela vai embora sem deixar pistas, e aquele irresponsável rapaz de dezoito anos tem agora que tomar conta de uma criança, passado algumas semanas, ele decidiu o que fazer da vida.

Conseguiu um trabalho como tatuador, o salário era bom e dava para cuidar das necessidades do filho, a noite ia para escola, por sorte uma vizinha se ofereceu para cuidar do garoto enquanto ele estivesse fora, chegava todos os dias cansado, tomava um banho, e se deitava na cama com seu filho nos braços, a consequência que veio para o bem, que veio para transformá-lo em um homem responsável.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Eu quero apenas me ferir nela e cura-la


Sabe aqueles dias que amanhecem lindos, mais sua tristeza a impede de ver o sol brilhar?
Estou em um daqueles; Seria comum me trancar no quarto ouvindo músicas internacionais que nem sequer sei a tradução, mais que o som meloso me faz chorar e me sentir péssima.
NÃO. Gritei brigando com esse meu jeito muito comum de lidar com as coisas, peguei minha bicicleta e fui pedalar, forcei a visão para que ela enxergasse o brilho do sol, ouvir com atenção o canto dos pássaros, deixei para trás o cheiro do meu quarto e apreciei os das flores.
Cantarolei com o rio ao meu lado, um som tão leve que eu entendia melhor que qualquer música.
Uma ponta de felicidade surgiu em mim, meu sorriso começa a aparecer sem ser forçado, eu estava finalmente feliz.
Esse não foi um daqueles dias ruins que terminou ainda pior.
Foi um em que você acorda e decidi lutar pelos seus sonhos, mesmo que para isso tenha que lutar contra a tristeza e sair ferida.
Se ferir é melhor do que morrer, as feridas curam, a morte não.
Cansei de morrer todo dia na tristeza, agora eu quero apenas me ferir nela e cura-la .

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Meu eu sem você



Imagem: We heart

Em um dia de sol e nuvens carregadas que tentavam cobri-lo, observei um casal.
Eles pareciam ter grande sintonia, apesar do tom de voz que denunciavam um possível fim de relacionamento, não consigo esquecer aquelas palavras, estão aqui guardadas na memória.

Ele: Tenho que te contar uma coisa.
Ela: Conte-me tudo o que quiser, tenho certeza que te apoiarei.
Ele: Meus pais enfim compraram a tão sonhada casa, não vamos mais precisar pagar aluguel, e a vista da casa é incrível, além de ter três quartos, o que significa que não precisarei dividir quarto com meu irmão.
Ela: Estou feliz por você, essa é uma notícia que venho esperando há tempos, agora podemos colocar aquele mural de fotos na parede do seu quarto.
Ele: Creio que nós não vamos poder fazer isso, irei mudar para outro estado.
Ela: Sem problemas, podemos dá um jeito.
Ele: Não é outro bairro ou outra cidade, e sim outro estado.
Ela: Para isso existem pacotes econômicos, chegarei lá bem rápido de avião.
Ele: Você não entendeu ainda, que toda distância quando é muito grande acaba com um relacionamento, então é melhor terminarmos agora e levar no coração um belo sentimento, do que persistir no erro e estragar tudo.

Não conseguir ouvir a conversa até o fim, vi de longe quando ela se levantou chorando e foi embora, e ele não fez nada, simplesmente continuou sentado na grama.
Aquele casal me fez lembrar nós dois, quando terminamos vive sem rumo por um bom tempo, meu eu sem você vagando por ai, e tudo o que eu fazia era rabiscar em um bilhete "Imagine tudo o que nós poderíamos fazer", na esperança de um dia tomar a iniciativa de entregar a você.
Agora vejo que foi melhor assim, eu não ia querer ser aquela garota, vendo você fugir para tão longe de mim.
O nosso amor acabou, mais o que importa é que a amizade continuou, e você ainda está aqui.