quarta-feira, 28 de março de 2012

Os medos de Caroline


Desde pequena Caroline foi muito sozinha e pouco recebeu o amor dos pais.
A história dela vocês já conhecem e também o fim dela.
O que vocês ainda não sabem é os medos que ela tinha as coisas que a mente super fértil dela criavam.
Ela até que conseguia se livrar bem dos pesadelos, mais certo dia tudo foi pior.
Caroline tinha apenas sete anos, seus pais tinham uma reunião de negócios muito importante e não haviam conseguido nenhuma babá para tomar conta de sua filha.
Depois de muito pensar em uma solução decidiram que sua pequena Caroline não era tão pequena assim e que já poderia tomar conta de si mesma.
Falaram com a garota e ela disse que ficaria bem, no fundo ela sabia que não iria.
Nos primeiros dez minutos sozinha ela começou a ouvir ruídos nas portas do banheiro, passaram- se mais alguns minutos e ela ouviu vozes na sala.
Então ela decidiu abrir a porta do seu quarto e analisar os corredores, as luzes estavam apagadas.
Caroline voltou correndo para seu quarto e tentou arquitetar uma fuga foi quando ela viu sombras saindo de debaixo da sua cama, nessa hora ela não pensou em nada e saiu correndo para o lugar que ela julgava ser o mais seguro da casa.
Chegando ao quarto de seus pais ela se encostou ao cantinho perto da janela, onde uma luz fraca e brilhante surgia.
Começou a lembrar dos piores momentos da sua vida, o dia em que ela quebrou o vaso chinês preferido de sua mãe, ela tinha apenas três anos e sua mãe disso que por ela ter sido tão malvada algo de muito ruim iria acontecer durante a noite, naquele dia ela não conseguiu dormir.
Lembrou também de quando ela tinha cinco anos e caiu da bicicleta, seu pai tomou o brinquedo e disse que Caroline era uma fraca e que os fracos eram sempre perseguidos.
A coitada da criança começou a chorar, ela se sentia cada vez mais indefesa, as sombras tinham invadido o quarto dos seus pais, algo de muito ruim estava prestes a acontecer.
A porta do quarto abriu bem devagar, ela já se preparava para o pior, passou os braços pelo seus pescoço e apertou os olhos, quando ela ouviu uma voz grossa perguntando o que ela fazia ali.
Aquela voz não era estranha, logo ela reconheceu a voz do seu pai.
Então ela respondeu:
-Só estava esperando vocês chegarem para desejar uma boa noite.
A mãe dela achou tudo fofo, deu-lhe um beijo no rosto e mandou que ela fosse para o quarto.
A pequena criança foi sozinha, enfrentando seus medos.
Ela poderia contar tudo o que aconteceu; mais seu maior medo era de decepcionar seus pais se mostrando tão fraca e medrosa.

P.S Fiz esse texto para a 111º edição visual do bloínquês.
Quem não conhece a história de Caroline leia aqui e aqui.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Meus Dois Amores


Não me arrependo do que fiz. Nem um pouco, só me sinto triste pelo rumo que as coisas tomaram.
É difícil lidar com essa situação e com o julgamento das pessoas a sua volta, para elas é fácil falar que você brincou com o sentimento de dois irmãos. Mais para mim é complicado.
Eu sei que amei os dois, cada um de uma maneira, minha intenção não foi brincar, de jeito nenhum, foi alguma parte louca do meu ser que disse que seria possível fazer os dois felizes.
Ainda me lembro como tudo começou a namorada de um era o sonho de outro.
Eu estava lá feliz, sendo apresentada para a família do meu amado, quando o irmão dele chega de viagem, tão simpático e alegre, não se importava com nada.
Os meses se passaram depois daquele dia e o nosso contato virtual não era mais suficiente, a vontade de rir das piadas dele crescia dentro de mim e junto estava crescendo a necessidade de vê-lo sorrir.
Um dia resolvo fazer uma surpresa para meu amado, chego à casa dos pais dele e só encontro o irmão com um sorriso brilhante e convidativo.
Ficamos de conversa, rimos até a barriga doer e então aconteceu o nosso primeiro beijo, sair correndo sem dizer adeus, milhões de coisas passando pela minha cabeça.
No dia seguinte recebo uma ligação do meu amor me convidando para ir a um almoço em família, não tive como recusar e fui mesmo com o medo que crescia dentro de mim.
Pensei em terminar meu namoro, em sumir e nunca mais aparecer na frente de nenhum dos dois, mais a segurança que meu querido me passava, definitivamente não conseguiria viver sem ela.
Eu tentei juro que fiz de tudo para fazer o que parecia certo para sociedade, mais para mim o correto era fazer os dois felizes.
Não poderia deixar o cara alegre que me fazia rir esconder seu sorriso por uma desilusão amorosa, nem a pessoa que me passava tanta segurança se sentindo frágil por minha causa.
O problema é que me esqueci de mim, ou então fingi que não sabia que um dia aquilo tudo teria que ter um fim, e o final chegou da pior maneira possível.
Aquele cara que me fazia rir encontrou uma garota que fazia ele se sentir seguro, que lhe dava certeza de que aquele relacionamento seria firme.
Ele não queria acabar com nosso envolvimento e disse: “Não conte a ninguém sobre nós dois, finja que não existiu e quando a saudade bater a gente se ver”.
Aquilo me magoou muito, como eu poderia simplesmente fingir que não existiu se o ambiente que eu vivia guardava várias lembranças?
Só me restou dizer:
Não vou fazer isso se a primeira coisa que você vai dizer depois é "não conte a ninguém".
Deixei o ódio tomar conta dos meus sentimentos, e contei a todos tudo o que tinha acontecido, sem esconder nada.
Foi assim que acabei com minha alegria e com a felicidade dos meus dois amores.

P.S Está não é uma história real. Não sei se saiu muito boa já que tem um tempo que não escrevo.
Mais estou com muita vontade de voltar a escrever e de participar do bloinquês.